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Por motivos de força maior (a minha vontade é uma força maior) estou mudando de endereço. Peço às poucas pessoas que ainda lêem isso aqui que se mudem comigo, não quero ficar sozinha na nova casa, pode ter fantasmas lá. O link pro blog novo é:

 

http://anitabacana.blogspot.com



Escrito por Anna Karenina às 21h09
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Esqueci de mencionar que ainda não tenho nenhum dos livros da primeira lista e, portanto, estou aceitando doações!!!



Escrito por Anna Karenina às 11h47
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Eis a lista dos livros que pretendo ler ainda esse ano:

 

A Dama das Camélias - Alexandre Dumas (Filho)

O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams

A Mulher de 30 Anos - Honoré de Balzac

Ulisses - James Joyce

Paraíso Perdido - John Milton

A Feira das Vaidades - William Thackeray

Decameron - Boccacio

Memórias - Casanova

Grande Sertão Veredas - Guimarães Rosa

Almas Mortas - Nikolai Gogol

O Nome da Rosa - Umberto Eco

Guerra e Paz - Leon Tolstoi  

Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens - Nísia Floresta

 

Algumas releituras:

 

Anna Karenina - Leon Tolstoi

Do Amor - Stendhal      

 

A lista na verdade era um pouco maior, mas precisei fazer algumas eliminações para poder deixar tempo para a faculdade e, pelo menos por enquanto, para o mestrado. J 

 

Álvaro, os livros da nossa lista são os 11 primeiros. E seu nome está aqui J

 

 



Escrito por Anna Karenina às 11h39
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Decisões Difíceis

Algumas decisões são muito difíceis de se tomar. Às vezes porque não sabemos ao certo qual é o caminho a seguir, outras vezes porque, embora saibamos o que fazer, sabemos também que determinadas escolhas trazem conseqüências com as quais nem sempre estamos prontos pra lidar. Mas ainda assim, uma escolha deve ser feita; uma decisão deve ser tomada. Nesse momento, experimentamos um turbilhão de emoções; uma confusão de sentimentos. Angústia, felicidade, medo, culpa; tudo ao mesmo tempo e com a mesma intensidade. Ponderamos as coisas, refletimos sobre o melhor caminho a seguir, fazemos listas de “prós e contras” antes de tomar uma decisão. Mesmo quando já sabemos o que queremos, ainda assim somos obrigados a ponderar; e se o que for melhor pra mim não for melhor pra mais ninguém? Seria então egoísmo fazer tal escolha? E se tal caminho for mesmo o melhor para mim, mas para segui-lo terei que desapontar tantas pessoas que eu amo e respeito? Ou magoá-las? Será que eu tenho esse direito? E se a decisão tomada não for de fato a melhor, e sim a que me parece mais atraente apenas? São tantas perguntas que às vezes fica difícil passar dos devaneios para a ação; fica difícil fazer algo de concreto que pode mudar nossa vida, e que pode afetar a vida das pessoas que amamos e que nos amam.  

 

Sempre tive uma imagem clara do que queria fazer, mas chegou o momento em que o que eu queria fazer, o que eu realmente gosto de fazer, não é mais o suficiente. Isso porque, mesmo que a gente não goste, o tempo passa, a gente cresce, e um dia teremos que parar de agir como crianças. Não é fácil abandonar o conforto do mundo com o qual estamos acostumados. Não é fácil enfrentarmos o desconhecido. Para algumas pessoas, o difícil parece mesmo impossível, e uma barreira se coloca no meio de nosso caminho. O lado em que estamos é o lado do conhecido, do confortável, do seguro. Não é um mundo que queremos abandonar, e na maior parte do tempo, nos parece até errado faze-lo. Desse lado estão as pessoas que amamos, os amigos que nos apóiam, as nossas fontes de energia. Do outro lado... Bom, eu não sei o que há do outro lado, por enquanto ele parece apenas um imenso vazio. Poderia ser, como imaginavam os navegadores antigos, o habitat de monstros marinhos, ou o lugar onde o mar deságua no nada. Mas poderia ser também a continuação do Oceano, a porta de entrada para o Novo Mundo. Existe apenas uma maneira de descobrir; e acho que é isso que eu tenho que fazer. É essa a decisão certa a tomar.

 

Mas de onde tirar a coragem para mudar de vida? Em momentos como esse, nem sempre podemos recorrer às pessoas que amamos e respeitamos; muitas delas não estão prontas para apoiar nossas decisões. Não por egoísmo, não por controle, mas porque não acham que o caminho escolhido é o melhor para nós, e não querem que nos deixemos seduzir pelo caminho errado.  Mas chegado o momento, temos que fazer a nossa escolha. Nossa, e de mais ninguém. E depois de feita, temos que assumi-la, seja qual for o resultado. Pode ser que encontremos monstros do outro lado, aliás, é muito provável que os encontremos. Mas teremos que enfrenta-los. Se o mar acabar, teremos que dar um jeito de prosseguir. E se no fim o Novo Mundo for tão bom quanto desejamos que ele fosse, mandaremos buscar os que ficaram; se não for, sempre teremos para onde voltar.

 



Escrito por Anna Karenina às 00h49
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O Retorno II

Acho que deu pra perceber que o meu nível de compromisso/responsabilidade/utilidade não está muito elevado. Há quase um mês atrás me propus a escrever aqui todos os dias, e desde então não voltei mais, nem mesmo para reler os posts anteriores. Tudo bem, vou tentar outra vez.

 

Acho que em breve poderei retornar ao assunto primordial do blog. Ontem, um amigo e eu fizemos uma lista de leituras para os próximos meses. Fora os 12 livros dessa lista, tenho uma porção de outros que pretendo ler ainda esse ano. E como no primeiro semestre li apenas 3 livros, quando deveria ter lido pelo menos uns 10 (pelo menos!), tenho que recuperar o tempo perdido. O tempo, aliás, só não foi inteiramente perdido em função da minha aula de Estudos Clássicos; foi graças a ela que li a Ilíada e a Odisséia, dois dos livros lidos no semestre passado. O terceiro foi Traições Legítimas, da Nora Roberts; talvez não tão conceituado quanto os outros, mas um bom livro, na minha humilde opinião. Agora estou lendo O Caçador de Pipas que ganhei de presente de um amigo. Quando terminar, volto aqui para fazer algum comentário.

 

Bom, agora tenho que abandonar a net para ler alguns capítulos de Novas Tendências em Análise do Discurso, do Dominique Maingueneau e A Ordem do Discurso, do Foucault. Que chato, minhas leituras de faculdade interferindo no meu tempo de leituras prazerosas J

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Escrito por Anna Karenina às 13h30
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So Lost!

Se eu fosse uma pessoa responsável, já estaria na cama a essa hora. No décimo sono. Assim eu poderia levantar cedo amanhã como venho planejando há dias e ir à Biblioteca fazer a pesquisa que eu estou deixando pra depois há mais de um mês. Bom, eu disse SE eu fosse responsável. Como, pelo menos no momento, não sou uma pessoa responsável, estou acordada, depois de 6 episódios seguidos de "Lost". Isso mesmo, a série "Lost". Culpa da minha querida irmã, que me fez baixar os episódios que ainda não passaram no AXN para que eu assistisse e ela tivesse alguém para comentar. Agora ela está em algum lugar que eu não sei onde é (uma “balada” se não me engano) e eu não tenho ninguém pra comentar sobre o final estapafúrdio da segunda temporada. Ainda não digeri muito bem, as últimas cenas, e acho que vou precisar rever os últimos episódios com um caderninho na mão para me situar. Mas uma coisa eu garanto: a segunda temporada não perde em nada pra primeira. Só achei que os sobreviventes da parte de trás do avião mereciam um pouco mais de atenção. Tudo bem que eu não fui muito com a cara da Ana Lucia desde o começo, mas ela podia ter ficado um pouco mais, nem que fosse pra contar pro Jack sobre como o pai dele tava arrependido. E a Libby então? Primeiro no hospício, depois com o Desmond! No caso dela, algo me diz que ela ainda aparece. Não ela viva ou fantasma na ilha, mas nos flashbacks pelo menos. Tem gente dizendo que ela tem alguma coisa a ver com o mistério; eu não descarto a possibilidade, mas acho improvável.

O Locke conseguiu me deixar confusa por um tempo com essa coisa do apertar/não apertar o botão. Quando vi a segunda escotilha, com as câmeras, concordei com ele que talvez a primeira escotilha fosse um teste psicológico. Mas depois de ver pra onde vão os cadernos com as anotações, fiquei achando que o teste era com o povo da segunda escotilha mesmo.

Anyway, só vim aqui expressar o meu descontentamento com o fato de não ter ninguém pra comentar sobre o final. Vou assistir de novo, tentar entender melhor, e depois eu volto.

 

 



Escrito por Anna Karenina às 01h24
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O Retorno

Depois de uma loooonga ausência, resolvi retomar o blog. Não que ele tenha feito falta pra alguém, não que ele tenha alguma informação útil, não que eu esteja mais inspirada que de costume. Na verdade, resolvi voltar a escrever por uma questão de disciplina e compromisso. Tô numa fase muito relaxada (e desleixada) e precisando de algo que me mantenha na linha. Talvez o fato de me comprometer a escrever aqui todos os dias ajude. Talvez não, mas e daí? Ninguém vai ler mesmo J

Pra começar então, um comentário sobre o post anterior. Finalmente consegui adotar a tal "atitude relax". Infelizmente o “relax” não é 100% relax, sobra ainda um pouco da culpa. Mas a culpa só aparece de vez em quando; por exemplo quando encontro com a minha orientadora e lembro que deveria estar fazendo uma porção de coisas relacionadas ao mestrado, ou quando me lembro que não tenho um emprego e que não estou fazendo nada para encontrar um. Mas como eu disse, isso só acontece em raras ocasiões. No resto do tempo, eu consigo sim ser uma pessoa fútil e despreocupada (próximo de “inútil” na verdade), que assiste muita televisão e dorme mais que o suficiente. E sabe de uma coisa? Não é nada mal levar as coisas desse jeito. Tem muita coisa boa passando na televisão e, quanto ao dormir, não preciso convencer ninguém de que uma das melhores coisas pra se fazer. Eu sei que uma hora ou outra eu vou ter que “acordar”, e começar a fazer alguma coisa. Mas por enquanto to sem forças pra isso. E sem vontade. Sem força-de-vontade J

Pelo menos cumpri minha promessa (feita para mim mesma dessa vez, não envolvi Ele nessa) de começar a escrever todos os dias. Pena que o blog que antes poderia vir a ter alguma utilidade algum dia (alguma, algum, nem escrever decentemente eu sei mais) vai ficar mais parecido com “querido diário” que qualquer outra coisa. Tudo bem, como eu disse antes, ninguém lê isso aqui mesmo, e blogs são escritos para ser lidos, “queridos diários” não J



Escrito por Anna Karenina às 00h27
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Hoje eu entrei em desespero... Estava lendo uns textos de história medieval (isso mesmo, voltei para os textos de medieval) e de repente me dei conta de que eu JAMAIS vou dar conta de ler tudo o que eu gostaria... Aliás, dificilmente eu vou dar conta de ler o que planejei só pra essa semana, imagina o que já está planejado para os próximos anos. Ás vezes eu me pergunto se não seria melhor ficar na ignorância. Tantas pessoas estão curtindo suas vidas alegremente, sem se dar conta de quanta coisa eles não sabem. Ou até se deram conta, mas não estão nem aí...

Infelizmente eu não consigo adotar uma atitude "relax", como eu ouvi de alguém um dia desses, e me contentar com o que eu já sei. Conhecimento é o tipo da coisa que quanto mais você tem, mais você quer (e precisa) ter... Funciona assim com as leituras técnicas (no meu caso, essencialmente os livros de História) e funciona assim com as leituras "literárias"... Um livro faz referência a outro, e a outro, e a outro... E a lista de leituras se torna cada vez mais gigantesca...

Em relação à História, eu estou tendo sérios problemas em organizar meus estudos. Se começo estudando medieval, me dou conta de que tem muita coisa de antiga que eu não sei, e que seria bom saber pra poder continuar estudando medieval... Mas se eu começo a estudar antiga, eu me lembro que o que eu gosto mesmo é moderna e não vejo a hora de chegar lá... Ai, que desespero!!!

O problema é que, não importa o quanto a gente se esforce, não dá pra saber tudo de tudo!!! É muita história pra pouco tempo de vida (e isso mesmo que eu tenha uma longa vida e não faça mais nada além de estudar...) E como se não bastasse isso, se você não souber responder a todas as perguntas sobre qualquer período, país, acontecimento... ainda tem que escutar coisas do tipo: "Mas você não fez história? Como é que não sabe isso?" ou então "Ué, você não estudou isso no seu curso? Estranho, eu sempre achei que essa fosse uma parte importante da História". E no fim, de que adianta você passar anos se dedicando à pesquisa, a leituras e releituras, para no fim, ter que pegar um livro didático pra lembrar do que todo mundo acha que você já deveria saber de cor? Aliás, o que todo mundo ACHA que já sabe de cor? Vi uma frase no orkut esses dias que me pareceu muito conveniente: “História é que nem futebol: todo mundo acha que manja mais que o técnico!”. E o pior é que acham mesmo...

É, vida de historiador não é fácil!!!



Escrito por Anna Karenina às 17h01
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Eu tinha escrito um super post sobre o livro "Anna Karenina", mas deu um erro aqui apagou tudo... Eu estou morrendo de sono, e muito irritada por ter perdido tudo que escrevi, por isso não vou escrever mais nada hoje. Amanhã eu tento outra vez... 



Escrito por Anna Karenina às 00h23
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Resposta a um pai

Eu comecei a falar da minha paixão pela leitura depois de ter aprendido a ler sozinha, mas na verdade ela começou antes disso...

Eu não me lembro muito bem dessas histórias (a não ser por uns flashes de memória), mas minha vó me conta que quando eu era ainda muito pequena (menor, para corrigir-me, antes que alguém o faça) eu costumava esperar o meu pai chegar do serviço, deitada no chão da sala, de barriga pra baixo, com um gibi da Turma da Mônica aberto na minha frente. E não esperava sequer meu pai se livrar da sacola de pão, ou fumar seu cigarro, era só ele entrar pela porta que lá estava eu "Vamos pai, vem logo", insistindo para que ele se deitasse ao meu lado e lesse aquelas história para mim...

Minha vó me conta isso para elogiar a paciência do meu pai (já que ela é muito puxa-saco dele), mas ela me faz lembrar que ler já era para mim um prazer antes mesmo de conhecer as letras... E que isso eu devo, em grande parte, a meu pai...

Te amo pai!!!

 



Escrito por Anna Karenina às 21h41
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Jostein Gaarder

Como a maioria das pessoas, o primeiro livro que li do Gaarder foi O Mundo de Sofia. Na época eu tinha um professor de filosofia dos bons, e a empolgação com a matéria me fez procurar o livro, que me tinha sido muito bem recomendado por ele (o professor). Confesso que fiquei maravilhada com o livro, com a história, com as aulas de filosofia do professor Alberto Knox... Foi esse livro que despertou o meu interesse pela filosofia, e me fez pensar sobre uma série de questões que eu antes ignorava... Algum tempo mais tarde, escutei de um amigo de faculdade que O Mundo de Sofia não passava de “coisinha niilista pra adolescente pensar que sabe o que é filosofia“, e depois ele comparou Gaarder a Paulo Coelho. Bom, não nego que o livro seja didático demais, e, em alguns aspectos ele me parece hoje um tanto infantil, mas não posso deixar de reconhecer a importância que ele teve na minha formação. Hoje, eu vejo O Mundo de Sofia como um livro de introdução à filosofia feito para quem está começando a se interessar pelo assunto, mas ainda assim uma leitura válida. E quanto à comparação com Paulo Coelho, não posso dizer muitas coisas, pois tenho que confessar que nunca li nada desse escritor (e tenho que confessar também que é por puro preconceito, peguei uma implicância com ele e não consigo sequer chegar à segunda página de qualquer um de seus livros).

Mas a intenção de hoje não era falar d’ O Mundo de Sofia, e sim d’O Dia do Curinga, também do Gaarder. Meu amigo provavelmente faria dele um juízo semelhante ao que fez do primeiro livro, mas esse eu defenderia com muito mais empenho. Li-o logo após ter terminado de ler pela segunda vez O Mundo de Sofia, entusiasmada que estava com a filosofia de Gaarder. Em linhas gerais, o livro narra a viagem do garoto Hans e de seu pai, que cruzam a Europa a fim de encontrar a mãe do menino, que os havia abandonado oito anos antes. Em uma de suas paradas, o garoto encontra um estranho livrinho, que conta uma história fantástica, e que acaba por lhe revelar uma série de coisas importantes... Além da historinha contida no livrinho, as conversas entre pai e filho nas paradas da viagem valem muito a pena... Gaarder consegue abordar questões um tanto quanto delicadas da filosofia de uma maneira acessível e prazerosa, sem, no entanto, vulgarizar as discussões...

“Tenho certeza absoluta que um curinga continua perambulando pelo mundo. Ele se encarregará de não permitir que o mundo se acomode. A qualquer momento, e em qualquer parte, pode aparecer um pequeno bobo da corte usando um barrete e uma roupa cheia de guizos tilintantes. Ele nos olhará nos olhos e nos perguntará: “Quem somos? De onde viemos?”.

Acho que todos desejam ser “curingas” depois de ler esse livro; pelo menos eu desejei...

Enfim, na minha opinião O Dia do Curinga é não apenas uma leitura recomendável, mas também indispensável...



Escrito por Anna Karenina às 23h25
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Primeiros passos como Leitora...

Eu estava aqui tentando lembrar qual foi o livro que despertou em mim a paixão pela literatura...

Algumas imagens de uma coleção de histórinhas acompanhadas de fitas K7 me vêm à memória. Histórinhas como a do boneco de pão-de-ló (pelo menos eu acho que era de pão-de-ló), ou Aristogatas, que eu simplesmente adorava! Me lembro também de ter tido uma coleção do Sítio do Pica-Pau Amarelo que me era muito cara, e que por muito tempo permaneceu intocada para que não se estragasse...

Mas acho que o primeiro livro que marcou mesmo foi "Aventura no Império do Sol", da Série Vagalume. Eu li quando estava na 4ª série do 1º grau (que ainda nem era conhecido como "ensino fundamental I"...), e me lembro de ter ficado muito orgulhosa quando terminei de lê-lo. Foi meu primeiro "livro de verdade", pelo menos assim eu pensava... Ainda hoje eu me lembro com saudades daquela história de aventuras, que começava com uma menina "mergulhando no tapete" para encontrar o sapato. Li e reli inúmeras vezes, encatada por descobrir-me como leitora...

Depois desse vieram inúmeros outros livros da mesma Coleção, "O Caso da Borboleta Atíria", "A Turma da Rua 15" (da qual eu fazia parte com maior orgulho!!!), "Zezinho, o Dono da Porquinha Preta", "A Árvore que Dava Dinheiro", e por aí vai...

A partir daí, ler tornou-se meu maior prazer, e eu não pude mais parar...



Escrito por Anna Karenina às 00h28
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Apaixonada por Livros

Já tem algum tempo que eu venho pensando em criar um blog... Mas ainda não havia encontrado aquele "algo mais" que me fizesse levar adiante a idéia... Faltava um tema, algo mais interessante que o meu dia a dia para comentar (não que o meu dia a dia seja desprovido de importância, mas não acredito que ele, por si só, possa despertar maiores interesses...).

Anyway, hoje, comentando um livro com um amigo, me deu vontade de ter um espaço no qual eu pudesse falar de livros a hora que eu quisesse, já que esse é, sem dúvida, um dos meus assuntos prediletos!!! E foi aí que eu pensei: por que não unir o útil ao agradável e criar um blog de literatura???

Bom, na verdade, esse não é bem um blog de literatura... Não é o blog de uma  resenhista de profissão, e muito menos de uma crítica literária... São apenas as constatações, reflexões e opiniões de uma leitora, que não pretende ser mais que isso...

Este é um espaço no qual eu posso expressar a minha paixão pelo mundo dos livros, que sempre me foi muito caro, desde pequena. Foram muitas viagens feitas sem sair de casa, incontáveis aventuras vividas na companhia de personagens maravilhosos, que fizeram (e fazem) parte da minha formação. Histórias fantásticas, fictícias ou reais, tristes ou alegres, que embalaram meus sonhos de criança, de adolescente, de mulher... Histórias que foram para mim muito mais que literatura, foram também lições de vida muito mais importantes do que se pode imaginar...

 



Escrito por Anna Karenina às 23h42
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